Conheça o tratamento feito por Mel Maia para hiperidrose

 

FOTO: Instagram


Atriz mostrou nas redes sociais a renovação do botox nas axilas, procedimento usado para controlar o suor excessivo


A atriz Mel Maia, de 21 anos, mostrou nas redes sociais que renovou o tratamento com toxina botulínica nas axilas para controle da hiperidrose, condição caracterizada pelo suor excessivo. O procedimento já fazia parte da rotina da artista desde setembro do ano passado e foi novamente aplicado como forma de manutenção dos resultados.


De acordo com a dermatologista Andressa Vargas, especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, a hiperidrose é uma condição que vai além do suor comum e pode impactar diretamente a qualidade de vida do paciente.


“A hiperidrose é uma condição caracterizada pela produção excessiva de suor, que ocorre de forma desproporcional às necessidades de regulação da temperatura corporal. Ela pode aparecer ainda na infância ou adolescência e não está necessariamente ligada ao calor ou ao esforço físico”, explica a médica.


Segundo ela, o quadro pode afetar diferentes regiões do corpo e gerar impacto emocional e social. “As áreas mais acometidas são axilas, mãos, pés e rosto. Muitos pacientes relatam constrangimento, insegurança e limitação em atividades do dia a dia, o que afeta a qualidade de vida de forma importante”, afirma.


A especialista explica que o botox é uma das opções de tratamento para casos selecionados. “A toxina botulínica bloqueia temporariamente a liberação de acetilcolina, que é o neurotransmissor responsável por estimular as glândulas sudoríparas. Com isso, há uma redução significativa da produção de suor na área tratada”, diz.


Andressa destaca que o procedimento não é definitivo, mas pode trazer melhora relevante. “O efeito é temporário e dura alguns meses, exigindo reaplicações periódicas. Mesmo assim, muitos pacientes apresentam grande melhora no conforto diário e na vida social”, completa.


Ela reforça que a indicação deve ser sempre individualizada. “É fundamental avaliar a intensidade da hiperidrose, excluir outras causas e entender o impacto funcional antes de definir o tratamento mais adequado para cada paciente”, finaliza.


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